Em meio a polêmicas Corinthians fecha patrocinio com a Caixa
novembro 21, 2012
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Estatais no futebolA lista cresce: Banrisul (é estatal, não importa que do estado do Rio Grande do Sul), Eletrosul, Eletrobras, Petrobras, Liquigas e agora a Caixa Econômica Federal, que já patrocina o Atlético Paranaense, além do Figueirense e Avaí. Antes de comentar esse patrocínio, transcrevo um trecho de um dos muitos posts nos quais posicionei-me a respeito de empresas do Estado patrocinarem um clube de futebol:
“Vão me desculpar os torcedores desses clubes todos com patrocínios estatais, mas eu, como cidadão e como profissional que atuou na área por quase toda a vida, não gosto e não reconheço valor em atividades desse tipo de empresas estatais. Que são monopolistas, dando aos bois o nome certo, não disputam mercado, não precisam atingir o consumidor, construir uma marca sólida e confiável para permanecer e ganhar mercado. Como cidadão, não sou favorável a que empresas do Estado gastem dinheiro com esportes profissionais de alto rendimento. Se for para gastar, que gastem com crianças, que gastem com o apoio à prática de esportes nas escolas. Times de futebol profissional podem e devem buscar outros patrocinadores na iniciativa privada. Pensava e dizia a mesma coisa a respeito do patrocínio da estatal petrolífera para outro clube do Rio de Janeiro durante muitos anos, mesmo tendo essa empresa uma faceta de mercado meio mambembe. Então, na minha visão, e ninguém precisa gostar dela, patrocínio de estatal é ação política e não de mercado…”
O trecho acima, em itálico, é parte do post “Expectativas exageradas… Realidade pobre – Parte I”, de 13 de janeiro desse ano. Não foi minha primeira manifestação a respeito desse tema e muito menos a última. Volto a ele hoje em função do anunciado acordo CEF/Corinthians. A Caixa, dirão muitos, não é monopolista e está no mercado, disputando clientes. A primeira é verdadeira em parte, uma vez que ela detém vários monopólios de recebimento de recursos da sociedade. A segunda é verdadeira, de fato, ela está no mercado e disputa clientes. Mas não é função do Estado fazer o papel de banco de varejo. Até ressalvo o papel estratégico de bancos de investimento com a clara finalidade de impulsionar setores da economia que precisam de estímulo financeiro, missão muito falada em bocas de políticos e propaganda de bancos, mas pouco ou nada condizente com a realidade. Não mudo, portanto, uma só vírgula em relação ao trecho acima transcrito: patrocínio de estatal é ação política.
Sem fontes confiáveis, não posso e não vou aventar hipóteses a respeito desse acordo de patrocínio, embora não deixe de ser curioso que dirigentes do clube já tenham se apressado a dizer que não houve interferência de figuras da política, especificamente o ex-presidente do país. Preocupa-me a nota publicada hoje pela coluna Painel FC, segundo a qual a CEF estaria procurando outros clubes de futebol para patrocinar. Especialmente num país pobre em recursos esportivos e com os que existem sendo pessimamente aplicados, apesar de e por causa dos Jogos Olímpicos de 2016, é muita falta de visão estratégica (pensando no país) uma empresa do Estado destinar recursos para esportes profissionais de alto rendimento e retorno financeiro. Será que estão pensando em naturalizar o Usain Bolt para conseguir medalhas?
http://globoesporte.globo.com/platb/olharcronicoesportivo/2012/11/20/na-realidade-do-mercado/
Maiores torcidas do Brasil: veja se seu time de coração está na lista
novembro 20, 2012
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Top 10 maiores torcidas do Brasil (2012)
POS
|
Times
|
Torcedores
(milhões)
|
Percentual
|
|
1°
|
Flamengo
|
29,2 mi
|
15%
|
|
2°
|
Corinthians
|
25,1 mi
|
13%
|
|
3°
|
São Paulo
|
16,2 mi
|
8%
|
|
4°
|
Palmeiras
|
12,3 mi
|
6%
|
|
5°
|
Vasco
|
8,8 mi
|
5%
|
|
6°
|
Cruzeiro
|
6,7 mi
|
3%
|
|
7°
|
Grêmio
|
6,6 mi
|
3%
|
|
8°
|
Internacional
|
5,8 mi
|
3%
|
|
9°
|
Santos
|
5,3 mi
|
3%
|
|
10°
|
Atlético Mineiro
|
4,6 mi
|
2%
|
|
11°
|
Botafogo
|
2,8 mi
|
1%
|
|
12°
|
Fluminense
|
2,8 mi
|
1%
|
|
13°
|
Bahia
|
2,4 mi
|
1%
|
|
14°
|
Sport
|
2,2 mi
|
1%
|
|
15°
|
Vitória
|
2,0 mi
|
1%
|
|
16°
|
Santa Cruz
|
1,4 mi
|
1%
|
|
17°
|
Atlético PR
|
1,2 mi
|
1%
|
|
18°
|
Coritiba
|
1,1 mi
|
1%
|
|
19°
|
Ceará
|
1,0 mi
|
1%
|
|
20°
|
Fortaleza
|
0,9 mi
|
0%
|
|
21°
|
Náutico
|
0,8 mi
|
0%
|
|
22°
|
Goiás
|
0,8 mi
|
0%
|
|
23°
|
Vila Nova
|
0,6 mi
|
0%
|
|
24°
|
Avaí
|
0,5 mi
|
0%
|
|
25°
|
Figueirense
|
0,4 mi
|
0%
|
|
26°
|
Atlético GO
|
0,4 mi
|
0%
|
|
27°
|
Paraná
|
0,3 mi
|
0%
|
|
28°
|
Guarani
|
0,2 mi
|
0%
|
|
29°
|
Ponte Preta
|
0,2 mi
|
0%
|
|
30°
|
Portuguesa
|
01, mi
|
0%
|
|
Torcem para outro time
|
9,1 mi
|
5%
|
||
Não torcem para nenhum
|
40,9 mi
|
21%
|
||
Total
|
192,4 mi
|
100%
|
Pontos a analisar:
- O Corinthians lidera com folga se considerar o tamanho das torcidas dentro do próprio estado: Veja, são 14,1 milhões de torcedores Corinthianos, seguido por São Paulo com 8,4 milhões, Flamengo com 7,5 milhões e Cruzeiro com 5,8 milhões. Os clubes de São Paulo tem vantagem por ser o estado mais populoso do Brasil, tem 21% da população de todo o país (41 milhões). Podemos então concluir, que o número de torcedores do Corinthians no estado seja praticamente igual à população inteira do Estado do Rio de Janeiro;Isso é fato. Antes que você me pergunte como o Flamengo tem a maior torcida do Brasil, vamos analisar outro ponto.
- Se considerarmos as torcidas fora do próprio estado, a predominância é esmagadoramente do Flamengo, são 21,7 milhões de torcedores (fora do RJ), quase o dobro dos 11 milhões de torcedores do Corinthians , que são seguidos pelos 7,8 milhões de São-Paulinos e 6,8 milhões de Palmeirenses. Dos habitantes brasileiros que torcem para algum clube, 44,4% (67 milhões) preferem torcer para um time de fora de seu próprio estado.










